As ameaças vêm por ligação, sem deixar rastro escrito. Saiba como registrar e guardar essas ligações com segurança para que valham como prova.
O telefone toca. Você reconhece o número, ou nem ele aparece, e mesmo assim você sabe quem é. Atende, e do outro lado vem a voz que te tira o sono: ameaças, intimidações, frases ditas em tom baixo justamente para que ninguém mais ouça. Ele escolhe o telefone de propósito. Por quê? Porque ligação não deixa texto, não deixa print, parece sumir no ar assim que ele desliga.
Você desliga tremendo e fica com aquela sensação horrível: aconteceu, foi real, mas como você vai provar? Foi só você que ouviu. E ele conta com isso. A ligação é a arma de quem quer ameaçar sem deixar rastro.
Se essas ligações te colocam em risco ou em pânico, busque ajuda. O número 180 e a Delegacia da Mulher existem para isso. Você não precisa enfrentar isso sozinha, e proteger sua segurança vem antes de qualquer prova.
Diferente de uma mensagem escrita, a ligação não fica gravada automaticamente em lugar nenhum. Quando ele desliga, em tese não sobra nada além da sua memória e do registro frio de chamada na operadora, que mostra apenas que houve uma ligação, não o que foi dito.
Isso cria um vazio perigoso. Você sabe o que ouviu, mas a sua palavra, sozinha, pode ser colocada em dúvida. Para se proteger de verdade, você precisa transformar aquele áudio que sumiu no ar em algo concreto e verificável.
No Brasil, gravar uma conversa da qual você mesma participa é amplamente aceito como prova, afinal você é parte daquele diálogo. Mas uma gravação só tem força real quando consegue responder:
O primeiro passo é ter a gravação. Se você sabe que ele costuma ligar para ameaçar, mantenha a gravação de chamadas ativada no seu aparelho, para não ser pega de surpresa. Assim que a ligação ameaçadora acontecer, você já terá o áudio.
O segundo passo, o mais importante, é guardar esse áudio de um jeito que congele a data e prove que ele não foi alterado. Anote junto o número que ligou, o horário e, se possível, salve também o registro de chamadas que mostra aquele contato no seu histórico. Quanto mais elementos amarrados, mais sólida a prova.
Não deixe o arquivo solto esperando para ser questionado. Registre-o em um ambiente que dê garantia técnica daquele momento.
Com a DNAsign, você pega aquele áudio da ligação e o transforma em prova de verdade. Ao registrar o arquivo, ele recebe data certa, comprovando exatamente quando aquela gravação foi guardada.
É gerado também o hash SHA-256, uma espécie de impressão digital do áudio. Se alguém tentar alegar que você cortou ou editou a gravação, basta conferir esse código: qualquer alteração mínima o modificaria por completo. Isso prova a integridade, ou seja, que o áudio está exatamente como foi capturado.
E o selo de finalidade registra que aquele áudio foi guardado como prova de ameaça por telefone. Você sai do campo do "foi só eu que ouvi" para o campo do registro técnico, com data, integridade e finalidade documentadas.
O que ele diz no telefone achando que ninguém vai ouvir pode, sim, ser guardado e usado para te proteger. Transforme aquela ligação que sumiu no ar em uma prova firme com a DNAsign: data certa, hash SHA-256 e selo de finalidade. E sempre que sentir risco, procure as autoridades. Você tem o direito de viver sem medo do próximo toque do telefone.
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