Você já ouviu falar em geração distribuída mas não sabe o que isso tem a ver com o painel solar do seu telhado? Entenda esse conceito de forma simples.
Durante muito tempo, a energia elétrica no Brasil foi pensada de forma centralizada: grandes usinas produzem energia em um lugar, e essa energia percorre longas distâncias através de linhas de transmissão até chegar às casas e empresas. A geração distribuída propõe uma lógica diferente, mais próxima de onde a energia é consumida.
Geração distribuída é o nome dado à produção de energia elétrica feita de forma descentralizada, ou seja, em pequena ou média escala, geralmente próxima ou no próprio local de consumo, ao invés de vir exclusivamente de grandes usinas distantes. A energia solar fotovoltaica instalada em telhados residenciais e comerciais é um dos exemplos mais comuns desse modelo no Brasil.
Além da energia solar, a geração distribuída também pode incluir outras fontes, como pequenas centrais eólicas, biomassa ou pequenas centrais hidrelétricas, mas a fotovoltaica é, hoje, a mais presente no dia a dia das pessoas.
A geração distribuída é a base que permite a existência do sistema de compensação de energia regulado pela ANEEL. Quando uma casa gera sua própria energia através de painéis solares e injeta o excedente na rede elétrica, ela está participando ativamente da geração distribuída, e não apenas consumindo energia da rede como acontecia antes.
Isso muda o papel do consumidor residencial, que passa a ser também, em certa medida, um produtor de energia, ainda que de pequena escala.
Um dos pontos favoráveis da geração distribuída é a redução das perdas de energia que ocorrem no transporte por longas distâncias, já que a energia é gerada mais perto de onde é consumida. Também é um modelo que contribui para a diversificação da matriz energética, reduzindo a dependência de poucas fontes centralizadas de geração.
Para quem gera sua própria energia, a geração distribuída também representa uma forma de ter mais participação sobre a própria conta de luz, através da compensação dos créditos gerados.
Dentro do universo da geração distribuída, existem classificações como microgeração e minigeração, que se referem principalmente ao porte da instalação, ou seja, à capacidade de geração do sistema. A grande maioria das instalações residenciais de energia solar se enquadra na categoria de microgeração, enquanto sistemas maiores, geralmente em empresas ou condomínios, podem se enquadrar como minigeração.
Essa classificação pode influenciar em alguns aspectos regulatórios e no processo de homologação junto à distribuidora, então é um ponto que a instaladora responsável pelo projeto deve levar em conta na hora de dimensionar e formalizar o sistema.
Entender o conceito de geração distribuída ajuda a compreender o contexto maior em que a energia solar residencial está inserida, e não apenas como uma solução isolada para reduzir a conta de luz, mas como parte de uma mudança mais ampla na forma como o Brasil produz e distribui energia elétrica.
Se você quer entender como a geração distribuída se aplica especificamente ao seu imóvel e à sua região, vale conversar com uma instaladora qualificada, que pode explicar as regras vigentes na sua distribuidora de energia.
Conceitos mencionados
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