Os lombardos deixaram o norte da Itália rumo ao Brasil em busca de futuro. Conheça sua origem, seus destinos e o direito que pode ter chegado a você.
A Lombardia, região do norte da Itália que tem Milão como capital, é hoje uma das áreas mais ricas da Europa. No fim do século XIX, porém, o quadro era bem diferente para boa parte de sua população rural. Enquanto as cidades começavam a industrializar-se, o campo lombardo padecia de pobreza, e foi dele que partiu uma significativa corrente de imigrantes rumo ao Brasil.
Menos numerosos que os vênetos, mas igualmente importantes, os lombardos integraram as grandes levas que chegaram ao país a partir de 1875. Trouxeram consigo a experiência agrícola, a tradição do trabalho na terra e o desejo de reconstruir a vida. Conhecer essa trajetória é importante porque muitos descendentes de italianos no Brasil têm raízes na Lombardia, e nelas a possibilidade de um direito esquecido.
Apesar da imagem de prosperidade do norte italiano, o camponês lombardo do século XIX enfrentava dificuldades severas. A unificação da Itália trouxe impostos pesados, e a estrutura agrária mantinha a maioria sem terra própria, trabalhando para grandes proprietários em troca de pouco.
A modernização da agricultura e a crise das atividades tradicionais, somadas ao crescimento populacional, deixaram muitas famílias sem meios de subsistência. A praga da filoxera, que atacou as vinhas, e a instabilidade econômica completaram o cenário. Diante disso, a emigração tornou-se alternativa concreta. O Brasil, com suas passagens subsidiadas e a promessa de terra no Sul ou de trabalho no café, atraiu milhares de lombardos.
Os imigrantes lombardos seguiram, em grande parte, os mesmos caminhos dos demais italianos do norte. Muitos se dirigiram à Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, e às colônias de Santa Catarina, onde se misturaram aos vênetos na fundação de cidades agrícolas e na cultura da vinha.
Uma parcela expressiva foi para São Paulo, tanto para as fazendas de café do interior quanto para os bairros operários da capital, onde contribuíram para a formação da indústria nascente. Também houve presença lombarda no Paraná e em outras regiões de colonização. Onde chegaram, mantiveram viva a fé católica, a língua e os costumes de sua terra natal.
A herança lombarda mesclou-se à grande cultura italiana do Sul e de São Paulo, deixando sobrenomes, tradições culinárias e o espírito de trabalho que marcou a colonização. Mais importante para quem busca a cidadania, ficaram os documentos: registros de desembarque, certidões brasileiras e as certidões de nascimento conservadas nas comunas da Lombardia.
Esses papéis sustentam o direito à cidadania. A legislação italiana transmite a nacionalidade pelo sangue, de geração em geração. Assim, o antepassado lombardo que cruzou o oceano há mais de um século pode ter deixado a você um direito que permanece válido, desde que a cadeia documental esteja completa.
Identificar uma origem lombarda exige investigar os sobrenomes e as certidões da família, buscando o imigrante que iniciou a linhagem brasileira. Muitas vezes, a comuna de origem aparece em registros de casamento ou em documentos de desembarque.
Localizada a comuna na Lombardia, busca-se a certidão de nascimento do antepassado e verifica-se a continuidade da transmissão, atenta a eventuais naturalizações brasileiras. Esse trabalho cuidadoso de genealogia e direito pode revelar que sua família carregava, há gerações, um direito à cidadania europeia.
Se você descende de imigrantes da Lombardia, sua história pode esconder um direito à cidadania italiana. Nossa equipe pode ajudar a investigar suas raízes e confirmar sua descendência.
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