Estima-se que o Brasil tenha de 30 a 50 milhões de descendentes de italianos. Entenda por que talvez você tenha direito à cidadania sem nem saber.
Poucas pessoas têm noção da escala que a imigração italiana atingiu no Brasil. Estima-se que o país abrigue hoje entre 30 e 50 milhões de descendentes de italianos. Isso significa que uma parcela enorme da população brasileira carrega, em suas veias e em seus documentos, uma ligação direta com a Itália.
Esse número extraordinário é fruto de cerca de 1,5 milhão de imigrantes que chegaram entre o fim do século XIX e início do XX, e que, ao longo de várias gerações, multiplicaram-se. Compreender essa dimensão é o ponto de partida para uma constatação surpreendente: talvez você seja um desses milhões de descendentes e tenha direito à cidadania italiana sem nunca ter imaginado.
A imigração italiana foi, antes de tudo, uma imigração familiar. Diferentemente de outros fluxos compostos sobretudo por homens solteiros, os italianos vieram com esposas, filhos e parentes. O governo brasileiro, ao subsidiar passagens de famílias inteiras para trabalhar no café, incentivou exatamente esse modelo.
Famílias numerosas, comuns entre os imigrantes, geraram muitos filhos, que por sua vez tiveram muitos filhos. Em poucas gerações, um único casal de imigrantes podia dar origem a dezenas e, com o tempo, centenas de descendentes. Multiplicado por 1,5 milhão de imigrantes, esse efeito explica por que hoje somam dezenas de milhões os brasileiros de origem italiana.
Os descendentes de italianos estão por todo o Brasil, mas concentram-se nas regiões que mais receberam imigrantes. São Paulo lidera, com milhões de pessoas de origem italiana na capital e no interior. O Sul, especialmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tem comunidades em que a ascendência italiana é quase universal em certas cidades.
O Espírito Santo, o Paraná e Minas Gerais também abrigam grandes populações de descendentes. Mesmo em regiões menos associadas à imigração italiana, é comum encontrar famílias com um bisavô ou tataravô vindo da península. Essa ampla distribuição reforça a chance de que sua própria família tenha essa origem.
A maior surpresa para muitos descendentes é descobrir que a herança italiana vai além do sobrenome e das tradições à mesa. A lei italiana reconhece a cidadania transmitida pelo sangue, de geração em geração, em muitos casos sem limite de gerações. Isso significa que o direito do imigrante pode ter atravessado todo o século XX e chegado intacto até você.
Muitas famílias nunca investigaram esse direito simplesmente porque ignoravam sua existência. O antepassado partiu, a vida seguiu, e a ligação jurídica com a Itália permaneceu adormecida nos cartórios e nas comunas italianas, à espera de ser despertada por um descendente curioso.
Descobrir se você está entre os milhões de descendentes com direito começa com perguntas simples: há sobrenomes italianos na família? Algum bisavô ou tataravô veio da Itália? A partir dessas pistas, reconstrói-se a árvore genealógica e identifica-se o imigrante que iniciou a linhagem.
O passo seguinte é reunir as certidões brasileiras e localizar a certidão de nascimento italiana do antepassado, verificando se a transmissão da cidadania ocorreu sem interrupções. Em um país com até 50 milhões de descendentes, esse processo revela, todos os dias, direitos que as famílias nunca souberam possuir.
Se o Brasil tem dezenas de milhões de descendentes de italianos, há boas chances de você ser um deles, com direito à cidadania sem saber. Nossa equipe pode ajudar a investigar sua história e confirmar sua origem.
Este conteúdo é apresentado por dna-cidadania.
Quero analisar meu caso