Quem confiou nas regras antigas da cidadania está protegido? Entenda o princípio da confiança legítima na discussão do Decreto 36.
Você confiou nas regras que existiam. Contratou serviços, pagou traduções, viajou para buscar documentos, talvez tenha entrado com o processo. Tudo isso baseado no que a lei dizia. Agora, com o Decreto 36/2025, surge a pergunta: "quem confiou nas regras antigas tem alguma proteção?".
Esse é o terreno do princípio da confiança legítima.
A cidadania italiana não está em crise. O que se discute é se o Estado pode frustrar, sem limites, a confiança que ele mesmo despertou nos cidadãos.
A confiança legítima é a outra face da segurança jurídica, vista do ponto de vista da pessoa. Ela parte de uma ideia simples: se o Estado, por suas leis e práticas, cria uma expectativa razoável, ele não deveria quebrá-la de forma abrupta e injusta.
Na discussão do Decreto 36, a confiança legítima aparece quando se questiona o impacto sobre quem já vinha agindo com base no quadro anterior. A Corte Constitucional pode avaliar se a mudança desrespeitou de forma indevida essa confiança.
Confiança legítima significa que expectativas criadas de boa-fé, com base no comportamento do Estado, merecem alguma proteção. A palavra-chave é legítima: não é qualquer desejo que conta, mas uma expectativa razoável, fundada em sinais concretos do próprio ordenamento.
Dois elementos costumam ser relevantes. Primeiro, a boa-fé: a pessoa agiu confiando honestamente nas regras vigentes. Segundo, a existência de atos concretos baseados nessa confiança, e não apenas um plano vago.
Um exemplo simples: se uma instituição anuncia regras, você se organiza inteiramente em função delas e age, é diferente de alguém que apenas pensou em começar algum dia. A confiança legítima protege mais fortemente quem efetivamente se moveu confiando no sistema. Ainda assim, ela não é absoluta, e cabe à Corte medir seu alcance.
Seria irresponsável garantir que "quem já tinha contratado está salvo". A proteção da confiança legítima depende da análise concreta. As direções possíveis incluem:
Se você já agiu confiando nas regras anteriores, é importante registrar e organizar esses atos: contratos, comprovantes, protocolos, datas. Esses elementos podem ser úteis para demonstrar a concretude da sua atuação de boa-fé.
Na DNA Cidadania, ajudamos a documentar essa trajetória com cuidado e a entender a sua posição real. Não vendemos a ilusão de garantia, mas oferecemos uma leitura honesta e uma estratégia que aproveita todos os elementos legítimos do seu caso.
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