Bisneto de italiano ainda pode buscar a cidadania. Veja como funciona esse grau, o que o Decreto 36 mudou e quais caminhos existem.
Você é bisneto ou bisneta de um italiano. Lá atrás, o seu bisavô ou a sua bisavó nasceu na Itália, e essa origem atravessou três gerações até chegar em você. É comum, nesse grau, a história já estar um pouco distante: nomes que mudaram de grafia, documentos antigos guardados em outra cidade, parentes que pouco falavam do assunto.
E a pergunta que pesa é: esse direito chegou mesmo até mim?
O bisneto está no terceiro grau de descendência a partir do italiano de origem. A base continua sendo o ius sanguinis, o direito de sangue, que transmite a cidadania pela linha familiar: do italiano para o filho, do filho para o neto e do neto para o bisneto.
A diferença prática é o tamanho da cadeia a comprovar. Quanto mais geração, mais certidões antigas é preciso localizar, e maior a chance de divergências entre documentos — um nome escrito de forma diferente, uma data que não bate, um registro perdido. Tudo isso é parte normal da reconstrução da linha de um bisneto.
O Decreto 36, de 2025, trouxe restrições justamente para os graus mais distantes da origem, e o bisneto está numa faixa diretamente afetada por essa lógica. A nova regra concentra o direito mais forte nas gerações próximas, o que torna o caminho do bisneto mais exigente do que era no passado.
Isso precisa ser dito com honestidade: para muitos bisnetos, o caminho administrativo ficou mais difícil ou até inviável depois das mudanças. Mas "mais difícil" não é sinônimo de "impossível". O que mudou foi o nível de análise necessário e o tipo de rota que pode ser viável.
Não acredite em quem garante reconhecimento fácil para bisneto no cenário atual, nem em quem afirma que todo bisneto perdeu tudo. As duas afirmações são simplificações.
Para o bisneto de italiano, a primeira tarefa é verificar se ainda existe enquadramento na via administrativa, o que depende muito das datas e dos registros da sua linha específica.
Quando a via administrativa não é viável, a via judicial passa a ser o caminho mais discutido para esse perfil. Diversos descendentes em graus distantes têm buscado os tribunais italianos para pleitear o reconhecimento quando a porta administrativa se fecha. É preciso clareza: a via judicial envolve tempo, custo e incerteza, e não há promessa de resultado. É um caminho possível, não uma garantia.
Decidir entre os caminhos sem entender a própria documentação é o erro mais comum nesse grau.
Na DNA Cidadania, o caso de um bisneto começa com paciência e método. Mapeamos toda a linha, do bisavô italiano até você, e identificamos cada documento necessário, cada lacuna e cada ponto de divergência que possa gerar exigência.
Em seguida, fazemos a leitura realista do enquadramento diante do Decreto 36: o que ainda é possível pela via administrativa e, se for o caso, o que a via judicial representa para o seu perfil. Falamos de riscos com a mesma franqueza com que falamos de possibilidades. Nós não vendemos sonho — entregamos análise séria.
A resposta para "chegou até mim?" depende dos detalhes da sua família, não de uma regra genérica. Vale a pena descobrir antes de concluir qualquer coisa.
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Este conteúdo é apresentado por dna-cidadania.
Quero analisar meu caso